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SpaceX quer virar operadora de celular e assusta as telecoms.

Antena no espaço. A SpaceX deu um passo decisivo para transformar a Starlink em uma operadora de telefonia móvel. A empresa anunciou, nos Estados Unidos, um acordo para adquirir licenças de um lote de frequências na faixa de 800 MHz.
Na mesma semana, a FCC – a “Anatel americana” – autorizou a Starlink a colocar em órbita 15 mil satélites de nova geração. A tecnologia promete oferecer conexões mais rápidas diretamente nos celulares, sem depender de antenas terrestres.
Professor Daily Fin: Frequências são as “estradas” por onde trafegam os sinais de celular. Para utilizá-las, as empresas precisam de autorização dos órgãos reguladores, de modo a evitar interferências entre as redes.
No caso da SpaceX, frequências mais baixas, como a de 800 MHz, permitem que os sinais percorram distâncias maiores e atravessem paredes com mais facilidade. Isso pode ajudar a Starlink a melhorar a cobertura dentro de casas e prédios – entenda como a internet chega até você.
*Mais do que isso, a Starlink também promete eliminar as chamadas “zonas mortas”, onde as redes tradicionais não chegam.
Quadro geral: Atualmente, nos EUA, a Verizon lidera o mercado de telefonia, com 147 milhões de clientes, seguida por T-Mobile (143 milhões) e AT&T (121 milhões).
*Curiosamente, a T-Mobile é parceira da própria SpaceX desde 2022 no serviço Direct to Cell – que já soma 650 satélites e 12 milhões de usuários. Agora, a parceria virou concorrência.
Nas bolsas... Com a novidade, as ações das três gigantes americanas despencaram nesta sexta-feira (09): T-Mobile (-13,27%), AT&T (-9,81%) e Verizon (-8,75%). Já no Brasil, as ações da Vivo caíram -5,25% e as da TIM, -4,18%. Caso não saiba, o Brasil está entre os três maiores mercados globais da Starlink.

Daily Fin

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