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E se dormir mal estiver afetando mais do que seu dia seguinte?

Uma revisão internacional publicada no periódico Sleep Medicine Reviews mostrou que a insônia está associada a um risco 26% maior de AVC.
*A pesquisa foi liderada pelo Instituto de Ciências Neurológicas de Bolonha, na Itália, e o time reuniu cientistas da Áustria, Alemanha e Suíça, com financiamento da Academia Europeia de Neurologia.
A fisiopatologia do processo
A insônia é a dificuldade de pegar no sono ou de mantê-lo, mesmo com tempo e condições adequadas para dormir. Quando persiste por três meses ou mais e prejudica o dia a dia, é considerada crônica.
Segundo os autores, esse processo mantém o corpo em estado de alerta constante. Isso eleva cortisol, pressão arterial e inflamação, que favorecem a aterosclerose: o acúmulo de placas nas artérias que pode levar ao AVC.
No cérebro, o sono ativa o sistema glinfático, uma espécie de “faxina” que remove proteínas ligadas ao Alzheimer, como a beta-amiloide.
*Além disso, dormir mal altera áreas do cérebro que regulam as emoções e o controle de impulsos. Isso pode favorecer depressão e comportamento suicida.
Os diagnosticados tinham maior risco de desenvolver:
Depressão: chances cerca de 3x maiores;
–Alzheimer: chances 43% maiores, em análise com cerca de 3,1 milhões de pessoas;
–Comportamento suicida: chances 78% maiores de tentativa e 2x maiores de ideação;
–Internação hospitalar: chances 28% maiores, por qualquer motivo.
No entanto, os autores reforçam que o estudo mostra associação, não causa. Afinal, para que isso fosse comprovado, seriam necessários estudos testando se tratar a insônia reduz esses riscos.//-the news health

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